Home > Brasil > CVM do Brasil aprova o primeiro ETF de Ethereum da América Latina

CVM do Brasil aprova o primeiro ETF de Ethereum da América Latina

Embora os EUA tenha lutado pela aprovação de um ETF de Bitcoin na SEC, o Brasil conseguiu dar mais um passo importante ao lançar o primeiro ETF (exchange traded fund) de Ether.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) virou notícia de aprovar o primeiro ETF para moeda nativa do Ethereum na ultima terça-feira (13), que será administrado pela empresa investimento de blockchain QR Asset Management para listar o ETF na bolsa de valores B3 do Brasil.

O ETF rastreará o desempenho da segunda maior criptomoeda do mundo, o ETH e será listado sob o nome de cotação QETH11, de acordo com um comunicado da QR Capital.

A mudança ocorre um mês depois de o primeiro ETF de BTC, denominado QBTC11, ter sido lançado pela QR na bolsa de valores brasileira B3. Observando que é o primeiro ETF da América Latina com a segunda maior criptomoeda por valor de mercado, a empresa disse em anúncio feito no Twitter

“Ampliando o horizonte de diversificação, o QETH11 se torna uma opção simples, segura e regulada para qualquer investidor ganhar exposição direta ao Ethereum através de sua corretora de preferência. Sem se preocupar com cadastros em exchanges, wallets ou chaves privadas.”

Mencionou ainda que o ETF usa a “custódia institucional segura” da exchange americana dos irmãos Winklevoss, a Gemini. Desde o que a exchange foi estabelecida em 2015, os gêmeos têm feito repetidas tentativas de lançar um ETF de Bitcoin nos Estados Unidos, porém são rejeitados pela SEC em todas as propostas.

O QETH11 seguirá a CME CF Ether Reference Rate, que é o Índice Ethereum usado pela CME Group, a maior exchange de derivativos do mundo. Além disso, será administrado pelo provedor de serviços de confiança Vortx.

Enquanto a QR Capital conseguiu fornecer aos investidores brasileiros os fundos BTC e ETH, outra firma de gestão no país chamada Hashdex anunciou recentemente o lançamento de um fundo Bitcoin BITH11 no mesmo dia. Além desses recursos para os ativos digitais mais bem avaliados, o país também possui um ETF que investe em uma cesta de criptomoedas – HASH11.

Esses movimentos apontam para as políticas regulatórias inovadoras do Brasil e adoção de criptomoedas, juntamente com uma demanda crescente por derivativos cripto.

Como a economia do país continua em dificuldades, os investidores estão cada vez mais se voltando para os ativos digitais como um porto seguro.

Atualmente, apenas o Canadá oferece produtos de investimento semelhantes para seus investidores residentes. Seu vizinho, no entanto, continua desconfiado de ETFs cripto. Enquanto o ETF de BTC aguarda a aprovação das agências reguladoras americanas, gestores de ativos como VanEck e Purpose já solicitaram o primeiro ETF de ETH no mercado dos EUA, embora fracassando até agora.

O famoso trader e analista de criptomoedas Lark Davis tocou no assunto em seu Twitter:

” O Canadá e o Brasil estão atualmente ensinando todo mundo quando se trata de ETFs com seus ETFs de Bitcoin e de Ethereum aprovados!”

Leave a Reply